A sensação de estar com malas num aeroporto esperando seu voo para um outro continente junto com a sua família (que em poucos minutos estará superlonge) é comparada a sensação de estar a centímetros de uma queda de montanha russa. Família é base e sem ela você fica perdido. Ao me despedir e entrar na sala de embarque logo precisei pegar as minhas coisas para que eu pudesse passar naquelas esteiras e detectores de metal. Nunca me atrapalhei tanto para pegar as minhas coisas, fora que esse pessoal de alfândega têm um jeito especial de te deixar atrapalhado; você se sente o pior dos seres da terra, dá até um sentimento de culpa. Rs, é engraçado.
A viagem até a África foi muito gostosa, o avião tinha capacidade para 300 pessoas mas havia apenas 100 passageiros, então, tive duas poltronas para dormir. Dormir nada! A ansiedade não deixava, foi quando resolvi jogar uns joguinhos para criança na tentavida de que aquilo funcionasse como sonífero, porém não tive nenhum resultado ao meu fevor, aquilo apenas prendeu mais ainda a minha atenção.
Chegando na África, passamos por uns caras que olhavam nosso passaporte com cara de maus e depois nos entregavam o mesmo enquando olhavam para o nosso rosto com cara de: "Tô de olho". Fiz alguns amigos brasileiros no voo, um deles foi uma senhora de 64 anos, que havia perdido o filho e passado por uma cirurgia de tumor malígno na cebeça. Conheci ela perguntando como eu fazia para ligar para o Brasil em um orelhão e quanto eu deveria pagar para ter mais ou menos 5minutos de ligação. Ela me DEU 6 dollars pois lá eles SÓ ACEITAVAM A MOEDA CORRENTE DELES, que no caso chama RANDS, ou algo do tipo.
Nosso voo atrasou sete horas para Sydney o que rendeu aos passageiros um jantar, pago pela Qatar (companhia aérea). Foi até legal, conheci uma brasileira pedagoga, trocamos experiências durante esse tempo morgando naquele aeroporto do tamanho de São Paulo. Parecia que eu nunca iria sair de aeroportos, eu estava começando a ficar sem noção de mais nada, dois dias viajando é dureza.
O segundo voo foi mais relaz, dormi mais e vim conversando com uma australiana de Victoria, falamos sobre muitas coisas e também aproveitei para fazer algumas perguntas a ela. Foi muito boa essa conversa, ela me ajudou com dúvidas sobre passaporte, contas e banco e etc... Ao lado dela (em todos os voos eu fui na janelinha. Uhuuul) havia uma sul-africana muito simpática e com um inglês entendível, era mais velha e comia muito.
Chegando em Sydney, a moça da imigração foi com a minha cara então não precisei abrir as minhas malas, apenas passei direto e havia uma senhora, em frente o Mc Donalds do aeroporto segurando uma placa com meu nome. Legal! Finalmente tomaria banho.
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