quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Procurando emprego.

Primeiro dia procurando emprego, tudo bem que o dia não acabou, ainda são 13:18mn aqui, mas já estou bem cansado de procurar, não desestirei. Finalmente consegui falar com a minha família hoje pois o phone deles estava bem ruim, eles me ouviam e eu não conseguia ouví-los. Foi ótimo ter conseguido falar com eles e principalmente saber que meu pai está acompanhando o blog. Rs.
Estou no Mc, de novo, pois aqui posso encontrar sinal gratuito para internet, e com isso tenho que aguentar esse cheiro gostoso de comida. Aliás, MC DONALDS É DE GRAÇA AQUI. Em contraparida SUBWAY É CARÍSSIMO. Almoçei lá ontem e nunca mais.
O que mais me deixa baratinado aqui não é o fuso-horário mas sim os horários dos australianos que são completamente diferentes dos nossos: Eles almoçam ao meio dia, ou mais cedo, jantam ás seis e meia. È muito estranho; repetindo: Sydney é uma cidade grande, com comportamento de cidade do inteiror, muito engraçado perceber essas coisas.
No momento estou tentando encontrar o lugar que verei a Elly amanhã (Sexta), gosto demais de ir em lugares que nunca fui, ainda mais quando sei que posso me perder no caminho. Rs. Estou um pouco incomodado em passar quase o dia todo sozinho, mas além de fazer parte, sei são só mais alguns dias, até as minhas aulas começarem.
Achar trabalho é simples porém árduo, não se pode desistir, o bom dos australianos é que eles só pegam seu currículo quando eles enxergam alguma oportunidade REAL de te contratar. Passei hoje por algumas lojas e deixei o currículo, algumas nem quiseram, foram no total seis lojas, mas pretendo passar em mais algumas até o final do dia.
O dia hoje está fresco, como os outros, porém com sol. Eles acham isso UM GELO, mas para gente, é a temperatura normal de São Paulo.
Fiz amizade com uma inglesa, da minha idade, amarela de tão loira, ela faz handout (distribuição de folhetos) na George St. sempre a vejo, pelo menos uma amizade já Uhuuuuuuuul.
Curiosidade do dia: Aqui é você quem pega a máquina, passa o cartão, retira o ticket e agradece ao vendedor, tem lógica. Rs.

Ao chegar.

A Woodlands Road is famosa. Ou seja, passam vários ônibus e tal, moro na esquina dela com a Arthur St. o lugar é gostoso e tal, mas tipo; that's not your own home. Então, meu quarto é pequeno porém é bem fácil deixá-lo sempre bem-organizado. Minha "mãe" é uma senhora muito simpática e jovial, a casa não é grande, porém aconchegante. Mandarei fotos.
 Por não saber como mexer no chuveiro, meu primeiro e tão sonhado banho aqui foi gélido. Estou tentando esquecer, o de ontem foi melhor.
Sydney é receptiva, rápida, todas as ruas parecem a Av. Paulista e a organização aqui é lei. O transporte público é preciso e rápido, funciona com a compra de bilhetes semanais, ou seja, você paga 41 dollars e pega ônibus, metrô, monorail, trem e balsa quantas vezes quiser na semana. Demais! Os motoristas (diferentemente de São Paulo) agem como seres-humanos que transporta seres humanos. Cumprimenta a todos e está a todo o tempo olhando pelo retrovisor para ver como os passageiros estão. São prudentes, andam devagar porém com uma agilidade incrível. Uma mulher estava lá no fundo de pé, ele olhou pelo retrovisor e disse: "Miss, there's a sit behind you, it's free" e ela respondeu: "Thanks, I'm ok". Eu fiquei tão emocionado com isso. Isso é tão humando. Enfim, Brasil tem muito o que crescer. Está na boca dos autralianos frases como: "Have a nice day", "Are you ok", "How can I help you", "This is not a problem, We can handle that", "You're welcome" (ainda não achei o ponto de interrogação deste computador).
Em um dia abri conta em banco, troquei dinheiro, consegui um celular, computador, cartão de crédito e ainda sobrou tempo para conhecer e passear na cidade. Eles são extremamente preocupados com o seu interesse, ajudam no que podem e dão muito, mas muuuuuuuuito valor para o trabalho. Agora preciso achar um lugar para imprimir meu currículo (não faço idéia da onde) e depois bater calcanhar para achar emprego. A tarde verei a Elly, e marcaremos o encontro para que eu possa conhecer a Phoebe e o Drew. Estou animado.
Curiosidade do dia: Eles não jogam o papel higiênico no lixo, é na privada.
Abraços.

Em trânsito

A sensação de estar com malas num aeroporto esperando seu voo para um outro continente junto com a sua família (que em poucos minutos estará superlonge) é comparada a sensação de estar a centímetros de uma queda de montanha russa. Família é base e sem ela você fica perdido. Ao me despedir e entrar na sala de embarque logo precisei pegar as minhas coisas para que eu pudesse passar naquelas esteiras e detectores de metal. Nunca me atrapalhei tanto para pegar as minhas coisas, fora que esse pessoal de alfândega têm um jeito especial de te deixar atrapalhado; você se sente o pior dos seres da terra, dá até um sentimento de culpa. Rs, é engraçado.
A viagem até a África foi muito gostosa, o avião tinha capacidade para 300 pessoas mas havia apenas 100 passageiros, então, tive duas poltronas para dormir. Dormir nada! A ansiedade não deixava, foi quando resolvi jogar uns joguinhos para criança na tentavida de que aquilo funcionasse como sonífero, porém não tive nenhum resultado ao meu fevor, aquilo apenas prendeu mais ainda a minha atenção.
Chegando na África, passamos por uns caras que olhavam nosso passaporte com cara de maus e depois nos entregavam o mesmo enquando olhavam para o nosso rosto com cara de: "Tô de olho". Fiz alguns amigos brasileiros no voo, um deles foi uma senhora de 64 anos, que havia perdido o filho e passado por uma cirurgia de tumor malígno na cebeça. Conheci ela perguntando como eu fazia para ligar para o Brasil em um orelhão e quanto eu deveria pagar para ter mais ou menos 5minutos de ligação. Ela me DEU 6 dollars pois lá eles SÓ ACEITAVAM A MOEDA CORRENTE DELES, que no caso chama RANDS, ou algo do tipo.
Nosso voo atrasou sete horas para Sydney o que rendeu aos passageiros um jantar, pago pela Qatar (companhia aérea). Foi até legal, conheci uma brasileira pedagoga, trocamos experiências durante esse tempo morgando naquele aeroporto do tamanho de São Paulo. Parecia que eu nunca iria sair de aeroportos, eu estava começando a ficar sem noção de mais nada, dois dias viajando é dureza.
O segundo voo foi mais relaz, dormi mais e vim conversando com uma australiana de Victoria, falamos sobre muitas coisas e também aproveitei para fazer algumas perguntas a ela. Foi muito boa essa conversa, ela me ajudou com dúvidas sobre passaporte, contas e banco e etc... Ao lado dela (em todos os voos eu fui na janelinha. Uhuuul) havia uma sul-africana muito simpática e com um inglês entendível, era mais velha e comia muito.
Chegando em Sydney, a moça da imigração foi com a minha cara então não precisei abrir as minhas malas, apenas passei direto e havia uma senhora, em frente o Mc Donalds do aeroporto segurando uma placa com meu nome. Legal! Finalmente tomaria banho.

domingo, 28 de agosto de 2011

Começa.

Parece que nunca iremos ser o que sempre quisermos, que as amarras que a ilusão e o pessimismo nos prendem serão sempre tão sólidas quanto nossos medos. Mas tudo se dissolve, assim como o tempo, que transforma o momento vivido em passado.
Quero agradecer à Elly Saw, minha mais-do-que amiga australiana que me deu esta guinada; esta ajuda sensacional para que eu conhecesse um país onde me desse vontade de viver nele. Hoje vou embora, de malas prontas percebi que restos de mim ficam e partes conscientes vão. O dia foi maravilhoso, só com pessoas que -realmente- amo ao meu lado, dando o maior apoio para que eu pudesse ter coragem e segurança nessa nova fase da minha vida. 
Quero, e quero muito, crescer e mostrar o que posso e o que não posso longe de todos aqueles que me cobrem de afeto e segurança. Espero fazer novas amizades e novas pontes para o meu futuro, que por sua vez se mostra cada vez mais nítido.
Sei o que quero para mim, coloquei todas essas coisas juntas na mala. As coisas boas vão comigo, desejos e anseios também.
Espero fazer boa viagem, espero ser feliz.
Deus está comigo, eu sei.